A Pena (fragmento)
Pois não é que vejo a Pena!
Vem bailando em espirais.
Novos rumos ela acena
E de meu ombro faz seu cais.
Há! Que me quebrem os ossos!
De que me servem asas!
Não preciso de remorsos
Nem aceito amordaças!
Como esta pena voarei
Sem pensar num destino.
Espirais dançarei
C’alegria dum menino!
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