Estátua
Ela, estátua. Sempre que passava me lançava aquele olhar vítreo e sensual que as estátuas acham que têm, mas não dizia uma palavra. Apenas sentava e esperava, cabisbaixa, como se suportasse um grande peso sobre a cabeça.
Um dia, ia passando e a cena se repetiu. Desta vez a compreendi. Saquei da mochila o dispositivo e capturei-lhe a alma o melhor que pude. Então trabalhei horas a fio, motivado por sua súplica constante, e lhe dei asas. Das mais leves que se pode encontrar, posto que só erguem a alma.
Mas ela continuou sentada...
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