COMO NASCE A POESIA
I
Todos pensamentos em minha mente
Eram de morte.
O choro nos sentimentos presente
Anuncia a má sorte.
Um vento intermitente
De repente
Faz-me forte...
Ergo-me reverente
E um canto diferente
Me sacode.
Percebo inutilmente
Que o Vento se faz gente
E morde
-Ai!!!
Meu peito se fende Poesia novamente Dali jorra!
Minha c’stela Indaquente Janelavidente
D’sossego
M forra.
II
Um poeta descendente
Pousa na seta, contente,
Repousa e sente,
Repousa e sente...
Eu, Mago,
Na Cidade fremente,
Recém trovador-com-poeta
- pousado na seta –
Vago e vago...
Inocente.
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